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Como se Prevê um Terremoto?

O terremoto de Tohoku na costa japonesa em 11 de março mediu 9,0 graus na escala Richter. Esse é o quarto maior terremoto registrado no mundo desde 1900, o pior no Japão desde que instrumentos modernos foram utilizados pela primeira vez há 130 anos. O terremoto e o tsunami provocaram prejuízos chocantes: perda de vidas, de propriedades e ainda pôs em risco os sobreviventes com os estragos em usinas nucleares.

Tão chocante quanto o dano causado, o terremoto em si não foi tão surpreendente. Sismólogos – cientistas que estudam os terremotos – sabem muito sobre onde é provável ocorrer os terremotos e o quão sério eles podem ser.

O fato é que, de acordo com a Vistoria Geológica dos EUA, um instituto daquele país especializado no assunto, vários milhões de terremotos acontecem ao redor do mundo a cada ano. Apenas um seleto grupo deles se fazem perceber. E o Japão, infelizmente, é um dos lugares onde os poucos eleitos tendem a ocorrer.

Então, quão bons somos em prever o próximo grande terremoto? O quão bom estamos de previsão no geral? Bem, prever o futuro é quase impossível, entretanto, os seres humanos são praticamente viciados em previsão. Com algo tão grave como os terremotos, não podemos nos culpar.

Bill Ellsworth, da Vistoria Geológica dos EUA, fala sobre recentes acontecimentos de possíveis terremotos nos EUA:

Havia um número irregular de grandes terremotos, tanto no ano passado ou na última década? A resposta é não. Eles estão todos dentro de normas estatísticas. E somente quando temos um par de eventos em uma linha que causam impacto na sociedade que nós damos a necessária atenção.

Nós normalmente vemos um sismo de magnitude seis, uma vez por semana, em nível mundial. E à maneira que os terremotos trabalham, se você tiver uma magnitude seis, provavelmente vai ter dez magnitudes cinco, uma centena de magnitudes quatro, e milhares de magnitudes três, e assim sucessivamente pela escala Richter.

Nós estamos interessados ​​em prever três coisas sobre terremotos: um é onde irão ocorrer; dois é o quão forte eles vão tremer o chão quando eles ocorrerem; e três é quando eles vão ocorrer. Os dois primeiros são mais fáceis, na verdade. O terceiro é onde o problema realmente se torna difícil.

Ainda bem que aqui no Brasil nós estamos bem longe de qualquer tremor de terra! Ao menos nisso, levamos sorte!

Fonte: Freakonomics

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